Os próximos episódios se desenvolverão a partir do bordão enunciado por Paladino para os parceiros Sergio e Sheila: “De dia combatemos as cáries, de noite combatemos os crimes”. Tenho a impressão que o seriado pode ir bem além do que mostrou na noite de sexta-feira. Além do trio principal, Otavio Augusto, no papel de pai do dentista, e Diogo Vilella, como delegado, ainda tem muito para fazer.
Diante do circo armado pela Globo em torno da estreia de Adnet, qualquer coisa que ele fizesse no seriado não estaria à altura da expectativa criada. Nas últimas semanas, o comediante foi paparicado em atrações como “Faustão”, “Fantástico”, “Video Show”, “Fátima Bernardes”, bem como na festa de lançamento da programação 2013.
Para o bem e para o mal, Adnet estreou na Globo amarrado a um roteiro de seriado da dupla Young e Machado, não a um esquete de humor de sua autoria. O seu Paladino é um bom personagem e ele parece à vontade no papel. Mas, mesmo sendo o protagonista, é uma estrela coadjuvante, cujo talento e criatividade encontraram muitos limites para aparecer no primeiro episódio.
“Basicamente, os nossos trabalhos se caracterizam por um ritmo muito forte, uma contundência na piada. A gente não faz humor para sorrir, mas para que as pessoas gargalhem”, prometeu o diretor Jose Alvarenga antes da estreia. Para alcançar o seu objetivo, como muitos espectadores observaram, só com auxílio de gás hilariante.
Mauricio Stycer
É jornalista desde 1986. Repórter e crítico do UOL, autor de um blog que trata da alta à baixa cultura,
do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.
Fonte boainformação



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